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Como se proteger da gripe suína
O Brasil tem 14 casos suspeitos de gripe suína, segundo o Ministério da Saúde. Outras 37 pessoas que apresentaram sintomas da doença estão sendo monitoradas em 15 Estados.
Os sintomas da gripe suína são parecidos aos da gripe comum. No caso de suspeita da doença o paciente tem de apresentar febre acima de 38ºC de maneira repentina e tosse acompanhada por alguns dos sintomas: dor de cabeça, dor nas articulações, dor de garganta.
A recomendação do Ministério da Saúde é para o passageiro usar máscara durante todo voo com destino a áreas onde há casos suspeitos ou confirmados. Entre outras recomendações para prevenir a doença estão lavar as mãos frequentemente com água e sabão e não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal. O paciente deve evitar a automedicação.
A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismos patogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína.
O vírus da gripe suína (não o vírus Influenza A/H1N1 que está actualmente infectando as pessoas) causa uma doença respiratória altamente contagiosa entre os suínos, sem provocar contudo grande mortalidade. Habitualmente não afecta humanos; no entanto, existem casos esporádicos de contágio, laboratorialmente confirmados, em determinados grupos de risco. A infecção ocorre em pessoas em contacto directo e constante com estes animais, como agricultores e outros profissionais da área. A transmissão entre pessoas e suínos pode ocorrer de forma directa ou indirecta, através das secreções respiratórias, ao contactar ou inalar partículas infectadas. O quadro clínico da infecção pelo virus da gripe suína é em geral idêntico ao de uma gripe humana sazonal.
Os suínos podem igualmente ser infectados pelo virus da influenza humano, assim como pelo virus da influenza aviário e pelo suíno. Quando os vírus da influenza de diferentes espécies infectam simultaneamente o mesmo animal (como por exemplo o suíno), podem reorganizar-se geneticamente e originar uma nova estirpe de vírus, tal como aconteceu actualmente com a emergência deste novo virus circulante Influenza A/H1N1. A análise do vírus sugere que ele tem uma combinação de características das gripes suína, aviária e humana. Especificamente esta combinação, não havia sido vista até agora em humanos ou em suínos, e a sua origem é ainda desconhecida. Mas, felizmente, a conclusão inicial é a de que o vírus se espalha mais facilmente entre os porcos, e o contágio de humano para humano não é tão comum e simples quanto o da gripe comum.
O virus é transmitido de pessoa para pessoa, e o papel do suíno na emergência desta nova estirpe de virus encontra-se sob investigação. Contudo, é certo que não há qualquer risco de contaminação através da alimentação de carnes suínas cozinhadas. Cozinhar a carne de porco a 71 graus Celsius mata o vírus da influenza, assim como outros vírus e bactérias.
Assim como a gripe humana comum, a influenza A (H1N1) apresenta como sintomas febre repentina, fadiga, dores pelo corpo, tosse. Esse novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos que a gripe convencional.
Os suinocultores, temendo um impacto negativo sobre as vendas de carne de porco — o governo egípcio por causa da gripe ordenou o sacrifício de todo o rebanho suíno daquele país (estimado em 300 mil cabeças) — propuseram mudar o nome da doença de gripe suína, para gripe mexicana,já que a doença surgiu no México, ou “gripe norte-americana”, já que teria surgido simultaneamente no México e no sul dos Estados Unidos, e uma vez que o consumo de carne suína não transmite a doença.
O Brasil é o quarto maior exportador mundial de carne suína. Ao final de 2008, tinha exportado 1,48 bilhão de dólares (pouco mais de três bilhões de reais) – um aumento de 20% em relação a 2007. Em 28 de abril, a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), enviou à diretoria geral da Organização Mundial da Saúde, um pedido de mudança da denominação da gripe. [3]
Em 30 de abril, a OMS passou a referir-se à doença como influenza A ( H1N1), [10] e a comissária da Saúde da União Européia, Androulla Vassiliou, em comunicado à imprensa, falou em “nova gripe”. [11] “O vírus é cada vez mais humano e cada vez tem menos a ver com o animal”, explicou Dick Thomson, porta-voz da instituição.
Há 615 casos confirmados da doença, em 16 países, tendo sido registradas 17 mortes, segundo a OMS. O México é o país com maior número de casos confirmados, com 397 pessoas infectadas pelo vírus, das quais nove morreram. Os Estados Unidos têm 141 registros de infecção e uma morte, confirmada no dia 29 de abril. Também apresentam casos de contaminação o Canadá (34), a Áustria (1), Hong Kong (1), Dinamarca (1), Alemanha (3), Israel (2), Holanda (1), Nova Zelândia (3), Espanha (13), Suíça (1) e Reino Unido (13).[12]
Em sua escala de risco de pandemia, criada em 2005, na qual o nível máximo é 6, a Organização Mundial da Saúde aumentou o nível de alerta, em relação à influenza A (H1N1), de 4 para 5, sendo este o maior nível já registrado, desde a criação da escala.